sábado, 6 de julho de 2019

Revisitando a postagem: Provas piagetianas



Revisitando a postagem: Provas Piagetianas

Ao ler algumas da postagens dos Eixos anteriores, vejo que o aprendizado vai se organizando em níveis. Revendo as leituras e comparando com as realizadas no final do curso, compreendo que o tempo para entender o processo em que as crianças passam de um nível para o outro é fato.
Produzindo o Trabalho de conclusão do curso, aprendi que as crianças estando em um determinado nível, sem ter passado pelo nível anterior, elas podem não compreender, pois seu pensamento sobre o objeto de estudo não está fundamentado em seu saber.

   Proposta de Prova Piagetiana realizada com aluno Pedro , 8 anos 2 º ano.
Professora - Pedro vou dar sequencia em nossas pesquisas, vou te dar um material.
O que tem nas mãos Pedro? 
Pedro- Correntes
Prof- correntes? a prof, observa que ele fala no plural.
Pedro- são duas, uma maior e outra menor.
 Pedro distingue o material, dizendo que tem mais ferro e valoriza sua resposta utilizando um vasto vocabulário, explica e argumenta a possibilidade do material ter mais ferro e o outro menos.
Resolve pesar para ver qual é o mais pesado e o leve.
Pedro explica que um vai para cima e outro vai para baixo.
A professora então sugere trocar o material para nova experiência. 
A professora alcança brinquedos de E.V.A tartarugas .
Pedro pesa uma de um lado e duas do outro, conclui e explica que uma é leve como uma pluma e a outra pesada como uma pedra.
Pedro pede outro material para pesar, a prof lhe dá fichas de E.V.A.
A prof pergunta o que ele fará:
 Pedro  coloca dois de cada lado, explica que os dois tem o mesmo peso e conclui que o material é leve como uma pluma.

quinta-feira, 4 de julho de 2019





   QUE ARTE É ESSA?

Trabalhar com as crianças é ter a oportunidade de aprender com elas, pois entendem de Arte.







                                                 
Módulos interativos a partir das vivências das crianças partindo de proposições
Objetivo: proporcionar as crianças um momento de criação através do experimento
Justificativa: Promover a integração e a dialogicidade
Desenvolvimento: através do diálogo, propor aos pequenos que brinquem e que construam seus brinquedos e brincadeiras através dos materiais disponibilizados em sala de aula.
Culminância: exposição e reflexão da criação das obras e fotos.
* letras
* cordão
* Fita crepe
* papel crepom
* Lápis de cores
* Bichinhos em pelúcia
* prendedores
* copos plásticos
* lã
* outros
Iniciei falando que faríamos um trabalho diferente e que para isso precisaríamos realizar algumas etapas. Escrevi a data na lousa, logo escrevi o título Arte Contemporânea.
Segui, perguntei as crianças se sabiam ou se ouviram em algum lugar, a resposta foi não. Pedi que desenhasse um retângulo, um quadro no caderno. Todos fizeram, então pedi que dentro do quadro fizessem um desenho que eles achassem o que poderia ser arte contemporânea.
Alguns desenharam um unicórnio, outro fez uma casa, pessoas. Depois pedi que fizessem outro retângulo e que desenhassem uma paisagem. Todos fizeram, uma praia, uma ilha, umas árvores.
Após, olharem seus desenhos e mostrarem os colegas, falei que iríamos observar as coisas que havia na escola. As paredes, os objetos, cartazes, tudo que pudéssemos notar e observar.
Dividiram-se em grupos de três alunos, e assim foram. Na volta das observações, voltamos para a sala de aula. Eu já havia disponibilizado a mesa com os materiais descritos acima. Convidei aos alunos para olharem os objetos sob a mesa e que pensassem em fazer uma criação, fazer arte, que usassem os matérias disponíveis e também o que estivesse na sala de aula para a realização do trabalho. No inicio acharam estranho, mas começaram a produzir a arte acontecendo na sala de aula, as crianças gostaram de criar a sua própria arte. Fizemos uma exposição e registramos com fotos.

Um ser inacabado / Artes visuais



Reflexão


A arte em questão em minha educação como ser inacabado
As aulas de educação artística, como me foi apresentada em sala de aula, trazia os  lápis de cores, as tintas têmperas, a borracha e o lápis de escrever. Muitas vezes, as folhas mimeografadas carregavam um cheiro forte de álcool. Os desenhos feios, distorcidos marcaram  minha memória, hoje eu sei que foi um tanto de desleixo por parte da professora, em melhorar o material, sem a fazê-lo com pressa, passando na sala de aula e pondo pra secar rapidinho sob as classes para nos entregas para pintar.
Foi assim mesmo, só pintura em folha de oficio, desenho livre, que eu vinha a reproduzir ano após ano o professor Daniel Azulai que eu assistia na TV, seus desenhos me inspiravam. Assistia na TV e reproduzia no papel na sala de aula, na aula de artes.
Fui aprender a ver e a ler a arte, através de meus filhos, olhando seus cadernos e livros sobre arte.  Aprender no Pead nessa interdisciplinar, não tive muito tempo para dedicar as artes, uma falha.  Uma falha que não pretendo perpetuar, pois tenho a intenção de apresentar a arte para as crianças a partir das ideias que me foram apresentadas e outras ideias que surgem.

Artes visuais, um pouco tarde...



Estudando e realizando as atividades , senti-me frustrada ao ler a obra. Tudo que eu precisava estava aqui, na frente dos meus olhos e eu não vi. Vi depois, agora com entusiasmo, para usar adiante em outra ocasião.
Falo da obra de Maria Alice Proença, que traz para nós em como ela iniciou trabalhar com os Projetos e quais caminhos, quais teóricos estavam engajados em proporcionar tal trabalho, pesquisando e nos mostrando os resultados.
Faço então uma breve reflexão de que nós podemos utilizar a metodologia de projetos abrangendo qualquer tema, pois ele é investigador, diferente, traz o aluno para o centro, o centro de interesse dele.
Os trabalhos realizados em grupo permitem que se organizem, dialoguem, debatam e escolham.
A obra de Maria Alice Proença, tive a oportunidade de conhecer na interdisciplina de Artes visuais, um tanto tardio no processo de construção de meu Tcc, mas cedo pra a vida.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Construindo Projetos de Aprendizagem



Projetos de Ensino X Projetos de Aprendizagem

Na escola em que realizei o estágio, estava em andamento uma pesquisa socioantropológica que visava encontrar soluções para a saúde da comunidade através do tema gerador que nós professores havíamos escolhido através das entrevistas feitas na comunidade.
Em paralelo ao Trabalho de pesquisa que fazia parte do plano de ensino da escola, organizado pelos professores, eu trouxe a proposta de Projetos de Aprendizagem, que é trabalhado da seguinte forma:
     Dialoga-se com os alunos da classe, explica-se como funciona o trabalho.

1º Que será através de temas que eles tem curiosidade em pesquisar, organizando-se em grupos fazendo perguntas
2º Escolhe-se as perguntas e em seguida cria-se o mapa conceitual contendo as dúvidas temporárias e as certezas provisórias
3º Através da construção dos mapas conceituais agrega-se informações,podendo ser antes dúvidas temporárias que agora podem ser certezas provisórias e vice versa.
4ºPlano de ação (filme, teatro,cadernos de anotações, cartazes..)
5º Relatório




Projetos de Aprendizagem

“Os projetos de aprendizagem, são iniciados pelas certezas provisórias e dúvidas temporárias dos aprendizes, vinculando aos seus saberes prévios. Estas certezas correspondem o que naquele determinado momento da aprendizagem os alunos tomam como verdade sobre um assunto. As dúvidas são o que eles gostariam de aprender a mais sobre o assunto. Nada impede, e provavelmente irá ocorrer, que no percurso dos projetos muitas dúvidas tornam-se certezas e certezas transformam-se em dúvidas; ou, ainda, geram outras dúvidas e certezas que, por sua vez, também são temporárias, provisórias”. (FAGUNDES, 1999, p. 17).


Após a definição do tema/problema, certezas provisórias e dúvidas temporárias, parte-se para o desenvolvimento do projeto de aprendizagem através de pesquisas, busca de informações. Não é objetivo de um projeto de aprendizagem fazer com que o aluno apenas copie informações, o que não modificaria o enfoque transmissivo praticado em sala de aula. Segundo Fagundes, buscar a informação em si, não basta. É apenas parte do processo para desenvolver um aspecto dos talentos necessários ao cidadão. Os alunos precisam estabelecer relações entre as informações e gerar conhecimento”. (1999, p. 23).

Trecho extraído do artigo “Metodologia de apoio ao processo de aprendizagem via autoria de objetos de aprendizagem por alunos” de Juliano Tonezer da Silva, Léa da Cruz Fagundes, Marcus Vinicius de Azevedo Basso, CINTED-UFRGS, julho, 2008. Disponível no site: http://www.cinted.ufrgs.br/renote/jul2008/artigos/1e_juliano.pdf


Reflexões e coragem


As páginas em branco...
Quanto tempo eu a pensar..
Voltei a escrever o Tcc. Estou com postagens atrasadas mas vamos em frente!

Voltando ao estágio, li e reli o que escrevi, consegui escrever um resumo, uma introdução, algumas referencias bibliográficas, mas ainda estou presa as palavras.

Revendo algumas postagens, relendo coisas dos semestres anteriores, lembrando das atividades realizadas. è importante esse movimento de busca, enquanto escrevo penso no Tcc.
Voltando as leituras, encontrei sobre Piaget, os estágios, sendo minha turma de idades variadas, pude ver algumas ideias.

Em busca do conhecimento



Em busca do conhecimento
Para a realização da escrita, fui ler o que havia estudado, pois eu precisava de embasamento teórico para relacionar o que eu havia trabalhado e escrito. Faltava encontrar o caminho. Eu tinha que ter o inicio, busquei em Piaget.


A Epistemologia Genética de Jean Piaget tem como interesse estudar a gênese das estruturas cognitivas, explicando-a pela construção mediante a interação radical entre sujeito e objeto.
Para Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras.
 

"Relacionei os estágios com os alunos, com isso pude enxergá-los."



Estádios de desenvolvimento


 Piaget diz que os estádios de desenvolvimento:
- obedecem a uma ordem de sucessão constante;
-  apresentam idades variáveis. 
        
O desenvolvimento cognitivo dá-se na relação com o meio, porém, ele é individual. O estádio em que um indivíduo se encontra “é radicalmente individual, não pode, pois, ser confundido com o de nenhum outro indivíduo” (BECKER, 2001, p.187).
Podem existir diferenças para as médias de idades entre as culturas, mas existem, também, diferenças de um sujeito para outro em uma mesma cultura.

"Em uma sala de aula, existe várias pessoas com diferentes personalidades, através dessa reflexão busquei compreender em qual estágio estariam meus alunos."

BECKER, Fernando. A epistemologia do professor. O cotidiano da escola. 9ed. Petrópolis: Vozes, 2001.


PIAGET, Jean. Problemas de psicologia genética. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

Projetos de aprendizagem


 Revisando as atividades do PEAD, busquei lembrar o que aprendemos com mais concentração. Ao iniciar a pesquisa em como fazer o TCC, vi que não lembrava de muita coisa.  Fui em busca das leituras de apoio e rever as atividades no blogger.
Refletindo agora, depois que havia realizado o estágio, feito a escolha do tema, vejo que eu poderia ter trabalhado outras coisas. Eu poderia ter explorado as histórias em quadrinhos em sala de aula, que volta e meia estávamos realizando.
Também poderia ter escrito mais sobre as leituras, para poder ter informações valiosas na construção do TCC evitando que eu procurasse nas atividades realizadas.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Dialogando com os teóricos


Tenho pensado muito e escrito muito pouco. O TCC estou iniciando, fiz a introdução, escrevi sobre as teorias usadas no estágio. Fiz um resumo  para me nortear.
 Voltei a pesquisar sobre qual teorias eu me embasei, Piaget, Becker,Vygotsky, Paulo Freire, tenho me angustiado. 
 Estou lendo com mais atenção Medo e ousadia. Também estou com Pedagogia da autonomia, leio, penso, apago.
Acho que tem muitas coisas em minha cabeça hoje, intrínseca, híbridas, muitos enfrentamentos na mente. Freud também, brigando com o ego, id e super ego.
Estou escrevendo sem nexo, desconcentrada. Meu pensamento é na realização do TCC, devo continuar a escrevê-lo.
Os conceitos factuais, procedimentais, atitudinais de Zabala, tá tudo misturado em minha cabeça. As palavras estão soltas, voando sobre ela, a cabeça.

domingo, 14 de abril de 2019

Construção do TCC



   Construção do TCC 


Dia 18 de março, Polo POA
Tivemos orientações sobre o Tcc, o embasamento teórico, respeitar prazos.

Dia 25 de março, faced sala 806 - Orientações TCC
Tivemos orientações sobre como realizar a pesquisa para o Tcc, abrir o novo espaço de trabalho para Tcc, não perder os prazos, normas da Abnt, projetar o tempo para entregar.

Dia 08 de abril, Artes visuais -


TCC Sílvia Vieira Antunes

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        Quais os desafios em proporcionar a autonomia em sala de aula na aprendizagem dos educandos? 

    

     Uma das questões que vejo como sendo de difícil abordagem é como avaliar as crianças em diferentes níveis de aprendizagem e idades, uma vez que compartilham de um mesmo espaço e participam das mesmas aulas. Uns são mais lentos, outros aprendem com tanta facilidade. Nessa turma, tenho trabalhado desde o ano passado, quando acompanhei alguns educandos em atividades de leitura e construção da escrita. Foi complicado receber alunos no quarto ano no nível pré- silábico e silábico.
     Alguns tiveram um bom desenvolvimento, mas volto a pensar no desenvolvimento do pensamento das crianças. Observei alunos que escrevem muito bem, outros falta interpretação dos textos e também calcular o espaço físico, raciocinar.
      A leitura e a escrita está em todos os lugares. È necessário que se trabalhe os números, nomenclatura, simbologia e quantidades com material concreto.
      Nas atividades descritas, desenvolvidas e praticadas no estágio, notei que alguns alunos desenvolveram suas habilidades e competências em um espaço de tempo maior. Visto isso, reforcei as práticas para tornarem-se uma habilidade para depois uma competência.
      Os alunos que foram observados nesse tempo de trabalho, tiveram dificuldades, sendo desenvolvidas soluções cada qual há seu tempo.
           Por esses motivos desenvolverei minha pesquisa com o tema Autonomia dos educandos. 

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          Hoje 14/04/2019 após muitas reflexões sobre o tema e como encontrar os caminhos para o Tcc, vejo que minhas ideias não estavam se encontrando.                               Penso que encontrei o caminho hoje.

       Fiz algumas leituras, separei os materiais que tenho, pesquisei o que havia postado, fiz a pergunta de minha pesquisa e não vi a resposta. Pensei em outras possibilidades, li minhas postagens do estágio, então reunindo essas peças do quebra cabeça, surgiu esse tema:

         As dificuldades, os ritmos e a evolução para a produção autônoma do conhecimento através do Projeto de   Aprendizagem / Uma análise de um 5 ano de uma escola pública estadual do estado do Rs.
  
       Dentre as dificuldades encontradas em sala de aula, a que mais me desacomodou foi em refletir as diversas práticas em sala de aula, diferentes temas, ter criado estratégias para atingir meu objetivo. A princípio seria um projeto envolvendo os alunos em uma feira na escola, depois vi que a proposta não contemplaria a ideia do projeto trabalhado com as crianças, então partimos para o Projeto de Aprendizagem - disparada de perguntas, trabalhando assim os centros de interesses deles Antoni Zabbala, Decroly, Fazendo um diálogo com Piaget e Emilia ferreiro dentre outros. Analisando os materiais que tenho, relendo as postagens no pbworks do estágio, revendo minhas anotações nos cadernos e evernote. Espero estar no caminho para elaborar e concluir o Tcc com sucesso. 








sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Reflexões...


                                             Desconstruir e construir

 Assistimos o filme O extraordinário , conta a inspiradora e emocionante história de August Pullman. Com deficiência facial rara, que até agora, o impediram de ir a uma escola convencional, Auggie, se torna o mais improvável dos heróis quando ele ingressa na 5ª serie de uma escola comum.  A minha intenção foi de desacomodar as crianças, desafiando-as a refletir sobre a personagem, proporcionando a empatia. Consegui, houve momentos de risos e também lágrimas. Se colocar no lugar do outro é essencial no mundo em que vivemos. E se quisermos transformar algo, que seja o melhor em cada um de nós. 

Nos últimos meses, foi realizada algumas produções textuais sobre o Bullying, acho que posso dizer " carro chefe do ano" , pois fomos diariamente bombardeados ao chegar a sala de aula com inúmeras reclamações de pais e alunos.  Em alguns momentos tive vontade de voltar do portão, deixar os problemas pessoais pendurados do lado de fora na grade da escola e pegar na saída. Muitas vezes, acho que a maioria de nós ao longo de nossas vidas. 
Mas foi difícil, trabalhar com tantas diversidades na escola. 
Um pai alcoólatra, mas presente. 
Uma mãe submissa ao marido, vindo com o olho roxo
Famílias obcecadas pela religião que escolheram
Aviões do tráfico
crianças com histórico de abandono
abuso e pedofilia
furtos na escola entre os alunos
furto de meu celular por minha aluna 
crianças vítimas do tráfico e suas familias
perdas familiares
doenças

Isso só em nossa sala de aula. 
Acho que nunca havia trabalhado tanto os valores, a família fragmentada por separações e tudo mais. E nós professores, também ali vivendo juntos. Foram 200 dias de muitas conversas e participações ativas. Resolver? em parte, sim.
Os irmãos foram recolhidos ao conselho tutelar, pois vendiam balas no sinal, foi um ano complicado para as crianças.

As notícias também foram as protagonistas de grandes debates...pedofilia, assassinatos no bairro, violências ...política, preso políticos, eleições 
E as crianças ali, vindo â escola. 
Acreditando em nós e nós acreditando nelas, que um dia desses farão a diferença, a boa diferença.


O pai alcoólatra?  continua  alcoólatra
A mãe que apanhou? revidou
As crianças das famílias obcecadas pela religião? estão se questionando
Em grande parte o conselho tutelar é acionado e é assistido pela justiça.

Tem coisas que não podemos resolver...o duelo de nossa própria existência, também há nos outros.
Tem coisas que não mudam, outras até melhoram.
è o caso de muitos professores. Como é bom ver e olhar
Falar em libras também é bom, quando acabou a bateria e a pessoa está do outro lado da janela.

E o outro lado, 30 alunos,  3 reprovados, 1 infrequente.
Falta de frequência e participação nas aulas, perder a concentração, falta de compromisso. Infelizmente, houve reprovações.





Último dia de aula






Último dia de aula
     
...Acreditamos no comprometimento que Freire nos apresenta como elemento fundamental à prática que pretendemos desenvolver. Esse comprometimento porém,não pode ser restrito apenas a um grupo de profissionais envolvidos com o ato de educar, é algo bem grandioso, é algo que deve envolver todos aqueles e aquelas que de uma forma ou de outra pontuam presença na prática educativa de nossa escola. Todos aqueles e aquelas que acreditam que nossas crianças, que nossos alunos convivem num ambiente rico onde o enfrentamento de problemas e a luta constante de sobrevivência são questões tão pontuais e cheias de significado então podemos dizer que estamos reinventando nossa própria escola. 




                              Conselho de classe e avaliações 

        Segundo  Hoffmann (2000), registrar, significa estabelecer uma relação teórico/prática sobre vivências, os avanços, as dificuldades oferecendo subsídios para encaminhamentos, sugestões e possibilidades de intervenções para pais, educadores e para o próprio aluno.
         Através de observações, foram proporcionadas atividades que auxiliassem os alunos do 5anoC e 5ano B para poderem desenvolver suas habilidades e competências através de algumas práticas. 
         Cito algumas, no qual todos os alunos trabalharam em sala de aula. Construção da tabuada através de conjuntos, desenvolvimento da escrita dos números por extenso através da caixa dos números em tiras,  conhecendo a ordem das classes em matemática. Na língua portuguesa, produções textuais entre os grupos, teatro e debates sobre os temas das aulas e do cotidiano.
         A cada obstáculo observado, consultava o pedagógico e as famílias. Foram conversas significativas ao longo do ano. A compreensão e a busca por auxilio especializado faz toda a diferença na aprendizagem das crianças.
                            

Retrospectiva 2018 



      Ao iniciar o ano de 2018 com a turma do 5ºano C,  realizei muitas descobertas através de trabalhos lançados para as crianças. Uma fala em meados de abril, de que faríamos uma escrita de coisas que gostamos, coisas que não gostamos e que também não temos coragem de contar aos pais ou amigos. Embarcamos então para uma história que ao longo do ano teve outro desfecho.
      Pedi que escrevessem em uma folha do caderno , não era necessário se identificar. O propósito era para eu conhecer e compreender as crianças que estavam sob minha responsabilidade e auxiliá-las no processo ensino aprendizagem. Pois alguns alunos já haviam sido meus alunos no ano de 2017. Dentre esse  alunos, com muita dificuldade de leitura e escrita, pois quando em 2014 realizei um trabalho com alguns na função de professor apoiador (função extinta pelo estado atual).
     Ao recolher as folhas, isto era uma sexta-feira, guardei-as para ler no fim de semana.  Liberei as crianças para o recreio, mas duas estavam na sala de aula e uma chorando. Me aproximei e perguntei o que houve. Uma das meninas me disse, -sora , ela tá com medo. 
   Eu ainda não havia entendido sobre o quê. A criança veio então a me abraçar e chorar. Então compreendi o que havia acontecido. Convidei-a para conversar e ela concordou. Perguntei se poderia conversarmos na orientação escolar, lá poderíamos ter melhor compreensão das coisas. A menina ( 10 anos) relatou que vinha sendo molestada por seu padrasto a tempo, sempre no horário que a mãe estava no trabalho. Foi chamado a mãe imediatamente na escola, quando ela chegou, foi recebida pela direção e conselho tutelar.  Foi feito B.O , e foi assim que as coisas se sucederam. Após a mãe negou, disse que a criança inventou para proteger o companheiro. O depoimento da criança é rico em detalhes, pedi uma cópia para guardar. 
Na semana seguinte, foi acionado o Ministério Público, dando seguimento no caso. Na mesma semana, a mãe transferiu a menina para outra escola do bairro. Fica então uma criança a merce da violência sexual, dentro de sua própria casa. 

No sábado fui lendo e a cada leitura identificava alguns, pela letra, desenhos, folha do caderno. Ao ler, fui imaginando a cena descrita, com mágoa e dor como estava escrito. Chorei. Houve um estupro ali naquelas linhas, a criança escreveu como e quando aconteceu e quem era. Fiquei chocada e esperei a segunda feira. Como proceder novamente?
   Não consegui identificar quem escreveu, era outro caso.  Esperei. Na mesma semana, descobrimos dois casos de abuso sexual, ao meio dia quando estávamos nos preparando para o turno integral, outra aluna se aproximou e disse: -sou eu , a menina da carta. Eu tinha 7 anos quando aconteceu, falei pra minha mãe, mas ela disse que o pai iria matar o sobrinho, filho de seu irmão. Então me calei. Mas não consigo viver com isso, as festas de natal e fim de ano, ele está lá. 
Perguntei a ela, se ela me autorizava a falar com sua mãe, ela disse que sim. Conversei primeiro com a orientação escolar, depois chamamos a mãe.
Com a mãe, procedi da seguinte forma, fui conversando com ela sobre as produções textuais e fui mostrando o trabalho de algumas, alguns sorrisos, pois tinha coisas engraçadas, escolhi as que ela deveria ler, pois eu preparei minha estratégia. Eu queria que ela sentisse alegria e ao mesmo tempo se preocupasse com o que sua filha havia escrito, no momento ela parou e já reconheceu a história. Chorou, pois um relato de um filho ao professor dói muito, o professor é considerado um amigo.  
Pedimos então a ela que conversasse com a filha, que estava na sala ao lado. Ao vê-la, abraçou-a e pediu-lhe perdão. Foi uma cena forte. A mãe assinou uma ata de que levaria a menina para apoio profissional adequado e que teria uma conversa com o marido. 
O retorno que tivemos tempos depois, foi de saber que o marido está preso por causa do tráfico e que não houve conversa nenhuma. Ficou então a menina ( 11 anos) com essa tarefa difícil para enfrentar. A mãe, falu com a orientação da escola que não iria mais a reunião familiares onde o individuo estaria. Hoje com 25 anos e casado ( relato da mãe).

Então ficou assim, eu de olho nas crianças e monitorando de longe.  

Em outros momentos , parece que estou no momento certo o até quem diz no momento errado. Um dia comum, fui a turma 5ano B para ver alguns alunos que estavam em minha chanada, mas não estavam presentes, eram alunos novos. Bati na porta como de costume e entrei. Havia uma aluno soqueando outro que estava sentado. A professora estática, então me aproximei e disse para parar. Ele me olhou e reclamou que o "cara não tá fazendo nada" , é para ele parar de ficar rindo.  Pedi para ele ir para o outro lado da sala, a professora dele foi para a rua, nesse momento fiquei olhando para ele e ele se aproximou de mim e disse: -sora, tu não sabe nada da minha vida, não sou quem tu acha que sou. E me mostrou uma arma na cintura.  Então eu ignorei ele e falei para os outros, vim convidar voces para uma atividade na quadra, está acontecendo um jogo e nossa turma tá esperando.  Venham em fila rapidinho pra gente ir jogar. E fui levando as crianças atras de mim... até a secretaria.  Quando cheguei lá, disse para eles sentarem e me esperarem. 
No retorno a sala de aula, vi que dois brigadianos haviam levado o aluno ( 14 anos) e que a mãe dele estava aos gritos. Ele já havia batido em uma professora na entrada e tinha acabado de dar um soco em outra. A arma ele escondeu, os brigadianos não acharam, não sei se era de brinquedo, também não tive que pensar muito, a ideia e a tirar as crianças da sala em segurança. 

Em outro episódio, a professora da sala ao lado se formou, (era estagiária) e a atual entrou em licença maternidade. Os alunos então ficaram uma parte comigo e outra parte na sala do 5A .
A aula ia bem até... que um aluno do  5B que estava conosco, perguntou se eu queria ver um brinquedo que ele tinha na mochila... (droga! pensei outra pedreira!)
Mas mantive a postura e lhe disse: -não, não quero ver!   em seguida falei: -quero ver sim! me mostra
O menino tirou da mochila uma base de uma raquete de matar mosquito com dois pregos na ponta ! funcionando, dando choques! era uma arma caseira. 
Pedi então para ver melhor e lhe disse: sabe que isso não é permitido né? ...sabia que hoje como está chovendo e tu estás com esse objeto de choque, podes matar uma pessoa com a carga elétrica? que um adulto até pode aguentar um choque, mas uma criança e uma pessoa idosa ou cardíaca não?
 Ele então disse que era fraquinho e que não doía. Eu lhe disse então: _ então eu vou testar em mim mesmo... ele ficou me olhando... e ...zzz
 Tomei um choque louco! e pedi que ele me acompanhasse a secretaria. Lá conversamos com o diretor e este chamou o pai ( era mecânico). Nunca mais o aluno trouxe essas coisas pra escola. Também não evolui na aprendizagem, só fica de zoeira. Ele é aluno do 5A. Era aluno do 5B. 

Muito bem, essas histórias são verdadeiras, se eu estava ou não no lugar errado eu não sei... 
                                             
                                          Assim como propagou seu educador maior FREIRE "  [ ...] ai daqueles e daquelas, entre nós, que pararem com a sua capacidade de sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar" ( Freire, in Brandão, 1983, p. 101).


      São relatos que eu gostaria de ter escrito antes, bem no inicio, mas não estava a vontade, agora estou. 


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                                    Disciplina eletiva " Matemática"

   Foi disponibilizado duas disciplinas para escolhermos nesse semestre. Escolhi matemática para aprender e poder ensinar melhor. Aprendi a trabalhar de outra forma, com mais desenhos, construindo com as crianças o nosso aprendizado, e registrando. 
   Em nossa feira de ciências, ocorrida no mês de outubro, a matemática nos auxiliou bastante. Medidas, o tempo e a construir nossa maquete no palco. 
  Desenhar com cubinhos, formas geométricas e malha quadriculada incluirei sempre às aulas. Foi uma experiência muito boa, que eu se tivesse oportunidade de cursar outra graduação, seria a escolhida.
        A disciplina escolhida foi para eu incluir com mais eficiência, uma prática feita pouco, da maneira que nos foi apresentada. 



O olhar, o ver e o cartografar


                                       Morro do Chapéu, visto de nossa escola



                                         O olhar, o ver e o cartografar


      Realizamos no inicio do curso, Seminário Integrador, “Retratos da escola”. Lembro-me da professora noz dizendo que faríamos conexões com esse trabalho ao longo do curso. A proposta de ver e olhar a escola, em diferentes aspectos de observar e de descrever.         O texto, Observação, registro e reflexão, de Madalena Freire, nos mostram que ao observar nos propõe duas concepções, ver e olhar. Em sala de aula, temos muitos objetos de estudo, pessoas, ambientes, situações. Ouvir, olhar, ver, observar e escutar faz parte da construção de todo o trabalho a ser desenvolvido para uma análise maior. Um estudo de caso, por exemplo, reunimos todas as informações necessárias para buscar recursos e futuras intervenções.        Já no texto, O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo de Virgínia Kastrup, é semelhante. Apesar de lidar com a observação, descrição, a reflexão é sobre a análise do objeto e a função que acontece com as reflexões do objeto cartografado.Pois ela nos explica sobre quatro variedades da atenção do cartógrafo, o rastreio, o toque, o pouso e o reconhecimento atento. 
         Foi pedido para que nós fizéssemos um trabalho fotografássemos e utilizássemos o aplicativo Evernote para gravar em áudio nossas observações através da cartografia. Foi interessante, pois em vários momentos, parei para “ver” e descrever a minha intenção. Também fui traída por uma imagem do Morro do Chapéu ( podemos enxergar de longe) quando estava descrevendo a paisagem, vi que a imagem que eu tinha na memória, havia sido tomada por outra imagem do morro , agora um pouco menor aos meus olhos. Não foi a mesma que observei há anos.

Bergson (1897/1990a) afirma que sempre que o equilíbrio sensório-motor é perturbado, há uma exaltação da memória involuntária. Constantemente inibida pela consciência prática e útil do momento presente, isto é, pelo equilíbrio sensório-motor, essa memória aguarda simplesmente que uma fissura se manifeste entre a impressão atual e o movimento concomitante para fazer passar suas imagens. O interessante é que o conceito de reconhecimento atento desmonta a noção tradicional de reconhecimento, pautada na idéia do rebatimento da percepção numa imagem prévia ou esquema correspondente. A originalidade da análise bergsoniana é apontar que o processo de reconhecimento não se dá de forma linear, como um trajeto único ou uma marcha em linha reta. Não se faz através do encadeamento de percepções ou de associação cumulativa de idéias. O reconhecimento atento ocorre na forma de circuitos.


           Ao realizar essas práticas de cartografar a escola, sugeri as crianças que também o fizessem, analisando as filmagens, pude perceber várias passagens no texto tomando forma através dos relatos e das imagens capturadas.



FREIRE, Madalena. Educando o olhar da observação - Aprendizagem do olhar. In FREIRE, Madalena. Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2ª ED. São Paulo : Espaço Pedagógico, 1996.
Kastrup, V. O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. Psicologia & Sociedade, 19(1), 15-22, 2007.              

terça-feira, 18 de dezembro de 2018




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                   Feira X desmotivação + protagonismo =  Unir pessoas          

   Muito bem, sempre fui ativa e não posso ver coisas paradas, no momento que o grupo da feira foi se formando, observei por umas duas semana. Conversei com os colegas do grupo, vimos as turmas que iríamos trabalhar, fizemos um grupo no Whats para trabalhar juntos. O trabalho começou a fluir, as opiniões foram se organizando e eu fui buscando ajustes também fora do grupo.
 Busquei apoio de nossos colegas Dóris ( Matemática), João Rodrigo( geografia), Bernadete (Português) , Vera ( curriculo) pois iríamos construir um trabalho, cenários, fantasias , coreografias e um teatro com caixas de papelão e precisávamos que todos avaliassem os alunos  a nota deles também sairia da   feira ( deu muita discussão na área por causa disso, pois alguns alunos não queriam participar. Me senti uma protagonista em atuar como mediadora de conflitos e de desânimo, mas deu tudo certo.  Conversei com os colegas e aos poucos fui tomando a frente, delegando metas e objetivos para nosso grupo. Fiz o cronograma dos ensaios, os temas nós escolhemos juntos, fui mostrando que conseguiríamos e aos poucos foi tomando forma. Os alunos quando vinham trabalhar na sala de aula ou no galpão, no início estavam achando que seria moleza e pouco importante. Foi sendo mostrado que tudo seria feito em conjunto e que eles iriam realizar tudo. Começou um movimento muito bonito de pessoas em prol de um objetivo. 
Outra coisa muito importante, foi a escolha da disciplina complementar  (matemática) já com a intenção de conhecer como melhorar o ensino no currículo. 

 Observando o grande grupo de alunos,várias faixas etárias . Pensei em muitas teorias que diariamente se apresentava aos meus olhos. Praticamente todos os teóricos trabalhados no Pead! Foi um grande laboratório de pesquisa, mas eu ganhei muito. Foram dias de observação, os grupos de séries diferentes trabalhando juntos, o que pode ou não influenciar os comportamentos. Por isso colocava diferentes musicas para trabalharem em conjunto. Ouvi algo assim: que música é essa sora? eu respondia , não sei estava no pendrive. ( o que eu realmente queria era deixar que se permitissem gostar de outros gêneros musicais. Mas a turma que eu estaria trabalhando como estagiária era o 5ano C.  Mas trabalhamos juntos, combinamos um horário, cada dia seria uma turma juntamente com o 5ano C.  Articulei dessa forma, para não prejudicar o trabalho.

   " [ ...] ai daqueles e daquelas, entre nós, que pararem coma sua capacidade de sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e anunciar"(
                                         (FREIRE, in Brandão, 1983, p.101).