segunda-feira, 4 de junho de 2018




   SALA DE AULA É LUGAR DE BRINCAR?

                       POR UMA PEDAGOGIA DO BRINCAR



No dia 21/05/2018 na segunda feira não pude comparecer a aula. Então fui a aula de quarta feira dia
23/05/2018.

Aprendi várias coisas...brincadeiras do SIM e do NÃO
                                                                Ham Sam Sam  ( atenção e coordenação motora)
                                                               Jogo bola da vez  ( só vale coisas boas)

 Aprendi que brincando descobrimos muitas coisas, através da perguntas se observa muito. A professora realizou algumas brincadeiras com o grupo, foi muito divertido. Eu adoro brincar,tenho uma personagem que inventei em 2002, quando meus filhos eram pequenos. De vez em quando a personagem aparece em sala de aula para brincar com as crianças, afinal a Oreo só tem  7 anos. Ela gosta muito de brincar e fazer novos amiguinhos, só que é muito arteira o que seus amigos adoram.
Mas voltando ao tema da aula que tivemos, foi muito proveitosa, proporcionou momentos de descontração e alegria! 




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                                                         Influências na educação

 A educação está sendo um desafio, os métodos a serem trabalhadas, novas práticas alicerçadas a teorias inovando a educação obtendo resultados. De acordo com Japiassu (1994), “o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada”. Relacionando a fragmentação do ensino e de saberes individualizados, a falta de interdisciplinaridade em área distinta, detendo o conhecimento sem compartilhar saberes.
É por isso que o interdisciplinar provoca atitudes de medo e de recusa. Porque constitui uma inovação. Todo o novo incomoda. Porque questiona o já adquirido, o já instituído, o já fixado e o já aceito.”( JAPIASSU, p. 48-55).
Através das influências do Taylorismo, nasceu o Fordismo , método melhorado para trabalhos em escala e produção ocasionando mudanças ao longo da história . Após, veio o toyotismo , sistema para melhorar a produção otimizar o tempo dando importância ao trabalho em equipe, produção sem estoque, participação de todos nas tomadas de decisões à informatização e tecnologia, surgiu após a crise do fordismo.
As práticas baseadas no fordismo na educação não foram diferentes, impedia de o indivíduo ter reflexão crítica e realizar escolhas. Contudo as pessoas foram perdendo sua autonomia, aceitando o sistema. As disciplinas sendo trabalhadas isoladamente, não tendo conexões com a realidade dos alunos, mantinham apenas a ordem em decorar, não contribuindo para o aprendizado e conhecimento, e os discentes em dar-lhes a nota e  discipliná-los, preparando-os para mão de obra funcional.
            Desde o início do século XX, John Dewey, um dos fundadores da Escola Ativa, critica as instituições de ensino que obrigam os alunos a trabalharem com uma excessiva compartimentação da cultura em matérias, temas, lições e com grande abundância de detalhes simples e pontuais. O resultado é que, como estratégia para sobreviver nas salas de aula, meninos e meninas passam a acumular em suas mentes uma ―sobrecarga de fragmentos sem conexão uns com os outros, que só são aceitos baseados na repetição ou na autoridade‖ (Dewey, J., 1989, p. 159).
            Contudo, Santomé faz uma analogia entre a fábrica e a escola onde somente cada empregado é responsável pela sua área, não há necessidade de aprender além do que precisa. Entende-se que a educação tem movimentos, está fragmentado, está em construção desde a metade do século xx, e como estamos vivenciando o século XXI, é um desafio para nós educadores educar sem conhecer. Tantas teorias, lutas e conquistas, estão ensinando o quê? Um currículo oculto.



Bibliografia
DEWEY, J., 1989, p. 159
JAPIASSU, Hilton. A questão da interdisciplinaridade. Revista Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação, novembro, n°8, p. 48-55, 1994.
SANTOMÉ, Jurjo Torres Jornal a Página da Educação nº 87 - Janeiro de 2000, pg. 11


EJA





Galeria B da Pecan 2 foi aberta nesta sexta-feira (29) e já tem seis presos         




                Uma conversa na sala de professores...

   Um dia desses, na hora do intervalo, encontrei uma colega que há tempos eu não via. Nesse dia ela veio mais cedo para organizar a aula a noite. Após dialogar com ela que trabalha em nossa escola e também dá aulas no presidio de Canoas, pude saber que o sistema prisional também exerce um papel importante na educação, a partir do relato da colega. Perguntei como ela ministrava as aulas no presidio,  se era através da cela, ela disse que não, que os interessados participam, pois também há a diminuição na pena, mas também ouvi dela que alguns preferem não passar pois asim não teriam o que fazer, pois para alguns a pena é longa. Vendo por esta ótica, sinto que as pessoas que lá estão, claro muitas vidas e escolhas erradas. Mas cada pessoa é responsável por seus atos, isto define a todos. Mas voltando ao tema, soube também que o processo de escolarização ocorre em três níveis: alfabetização (muitos não sabem ler e escrever), EJA( fundamental) e EJA(ensino médio) se dá em um ano, cada modalidade. perguntei sobre as avaliações , ela mencionou que através de provas. Perguntei-lhe sobre o enem, ela disse que fazem sim, mas não entram pois a basa dos estudos em EAD é a informática e não é liberado aos presos, por isso não há como fazer ensino superior. Este é outro lado da Eja, que eu desconhecia. 

EJA

                               




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                                              EJA


Os estudantes da EJA trazem consigo vivências, escolhas e sonhos. São jovens e adultos em um mesmo espaço, estudando, aprendendo e vivendo. Em diferentes classes sociais, a EJA proporciona a integração das pessoas, respeitando opiniões e propondo desafios. Os alunos da EJA, jovens, adultos e idosos, encontram na Eja o suporte necessário para seguir com planejamento de vida. A Eja proporciona aos alunos, estudar o tempo perdido, recuperar espaço na economia e vida social, alavancar a carreira escolhida ou simplesmente expandir seus conhecimentos. O maior desafio é encontrar esses alunos dispostos a recuperar esse tempo, esse espaço social no agora.
Igualmente o Parecer CNE/CEB nº 11 (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2000), das Diretrizes Curriculares para a EJA descreve essa modalidade de ensino por suas funções: reparadora, pela restauração de um direito negado; equalizadora, de modo a garantir uma redistribuição e alocação em vista de mais igualdade na forma pela qual se distribuem os bens sociais; e qualificadora, no sentido de atualização de conhecimentos por toda a vida.


domingo, 29 de abril de 2018


     Trabalhos, debater com si mesmo pode?

   Então, estou lendo os textos, realizando anotações e refletindo. Estou lendo Pedagogia da Esperança - Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Me vejo em algumas situações, pois não terminei de ler a obra, provavelmente que eu irei ler novamente. Em um trecho do livro, Paulo Freire faz uma descoberta de si mesmo, não irá mais advogar. Decide que irá seguir ser educador.
   Fiquei refletindo...e eu? o que eu quero? continuar lutando até descobrir que a missão inacabada de Paulo precisa de pessoas com vontade de ser. Poi é querer ser educador não é brincadeira, e para quem já é, um desafio.
  A responsabilidade em alfabetizar, não é apenas ensinar a ler, mas ensinar a compreender o que está lendo. E através do conhecimento dessa leitura entender a mensagem. Apresentar o mundo aos alunos em um livro, pode ser monótono, mas tirar do livro o mundo e entregar ao aluno, é motivador.

domingo, 22 de abril de 2018


     Empoderamento



Dentro do amplo referencial Freireano, é importante realçar que o empoderamento não é apenas um ato psicológico, individual, mas um ato social e político, pois o ser humano, para Freire, é intrinsecamente social e político, é pessoa=relação. A própria consciência é sempre social, já a partir da própria etimologia: scire - saber e cum - com (GUARESCHI, 2006). Em muitos de seus escritos, Freire afirma que não acredita numa autolibertação, mas que a libertação é sempre social e coletiva:  Mesmo quando você se sente, individualmente, mais livre, se esse sentimento não é um sentimento social, se você não é capaz de usar sua liberdade-recente para ajudar os outros a se libertarem através da transformação da sociedade, então você só está exercitando uma atitude individualista no sentido do empowerment ou da liberdade. (1986, p. 135)
Em todas as leituras, percebe-se o ato de lutar para se letrar através de nosso conhecimento. Não apenas alfabetizar-se, mas conhecer-se. Descobrir-se como protagonista deste ler o mundo, ter coragem para lutar a favor da democracia. Quarenta horas de Angico e sem cartilha, em 1963 demonstrou a idéia de que podemos sim ir além. Alfabetizar letrando , ensinar aprendendo e ouvindo as vivências. Práticas que atuam na sala de aula, alfabetizar partindo da realidade do educando, trabalhar o que também as crianças conhecem. Pois o trabalho de Paulo Freire não é só para adultos, é também para alfabetizar crianças.


       

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Reflexão Escolas Democráticas





                                Imagem relacionada

  Escolas democráticas

Crianças descem do ônibus e vão para a escola, bate o sinal.
Passa as horas, períodos, na troca de períodos, as crianças trocam de salas, creio que sejam salas temáticas. Em outro momento do filme, um grande cadeado é colocado na escola, simbolizando assim seu fechamento.
Em seguida aparece outra escola, aulas monótonas, cansativas, alunos demonstrando desinteresse. O professor faz de tudo para chamar a atenção dos alunos, nada funciona. Em outro momento, no corredor da escola, alguns alunos conversam e tem uma idéia, a levam para o professor, que leva a idéia ao diretor e este a coloca no lixo. Dispensa a idéia dos alunos.
Conclusão, os alunos estão na escola para obedecer a ordens, receber conteúdos e não tem o direito de expor suas idéias.  Demonstrou uma educação doentia e nada reflexiva, acolhedora e inclusiva.
Com esta reflexão após assistir ao filme, foram desencadeadas várias palavras, na qual escolhi sala temática e desmotivação.
Posso ver nossa escola retratada nesse filme que assistimos. No momento estagnada em conceber um projeto parado com menção de  produtivo, mas que não vi ainda funcionar. Infelizmente a vejo assim, suas salas sem atrativos esperando os educandos, já desmotivados pelo ano anterior.
 Na visão de Freire (1981) a educação bancária não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua disciplina é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade (p. 8).
 Freire defende ainda um currículo intrinsecamente motivador, que leve à reflexão, ao desenvolvimento do pensamento crítico, defendendo uma configuração curricular baseada na abordagem de temas, de problemas reais, através do que denominou de Tema Gerador, no sentido de discutir a realidade vivida, tendo a vida pregressa do educando como ponto de partida (FREIRE e SHOR, 1986; FREIRE, 1987). O Tema Gerador é obtido através do processo de investigação temática (FREIRE, 1987).
O que me motiva é que saber que nossa escola é pioneira em pesquisa sócia antropológica e que eu tenho autonomia para trabalhar em sala de aula. Realizamos sim a pesquisa, no momento está estagnada. As coisas não andam, parece o filme a mesmice e um grande cadeado no portão. È muito lindo quando funciona, tu tens uma pergunta desencadeadora, a comunidade no centro e as falas das famílias, elege-se então uma que nós nos desacomodamos e então nasce o tema gerador de FREIRE. Fazemos então uma busca em cima do tema gerador, trabalha-se a mensagem da comunidade e tenta-se dentro da realidade vivida compreender o pensamento que se forma nessa geração que foi abordada e cria-se o método para o ensino. Sendo o currículo flexível, encontramos respostas e juntamente com a área e turno integral, trabalhamos dentro das temáticas abordadas e juntos articular soluções.
Juntamente com tudo que ocorre, não podemos deixar de lado que cada educando tem uma história, uma vida, uma família e tudo que ocorre em sua vida refletem na escola e em seu futuro. Destaco a desmotivação dos educandos por não ter uma boa relação afetiva com seus professores ou família.
O que nos reporta para as leituras realizadas ao longo do curso sobre os três pensadores que com seus estudos sobre o pensamento das crianças, o desenvolvimento e inteligência. Cito, Lev Vigostki , Jean Piaget e Henri Wallon.




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